A ênfase nos movimentos lentos torna o Tai Chi particularmente apropriado para uma ampla gama de níveis de aptidão física. [Imagem: Jakub Ha?un/Wikimedia] |
Danos cognitivos da quimioterapia
Tai Chi Chuan
"Os cientistas sabem há anos que o Tai Chi impacta positivamente a saúde física e emocional, mas esse estudo descobriu indícios de que ele pode ajudar também no funcionamento cognitivo," disse Stephanie Reid-Arndt, autora do estudo.
O Tai Chi envolve a prática de movimentos lentos e é baseado em vários princípios, incluindo a plena consciência, ou consciência da mente alerta, a consciência da respiração, o relaxamento ativo e movimentos lentos.
A ênfase nos movimentos lentos torna o Tai Chi particularmente apropriado para uma ampla gama de níveis de aptidão física, o que o torna muito útil para pessoas que foram submetidas a cirurgias e tratamentos agressivos, como a quimioterapia, e pode por isto estar passando por limitações físicas.
Benefícios físicos e cognitivos
O estudo realizado pela pesquisadora acompanhou um grupo de mulheres que haviam passado pela quimioterapia.
Elas participaram de uma aula de 60 minutos de Tai Chi, duas vezes por semana, durante 10 semanas.
As mulheres foram avaliadas quanto à memória, linguagem, atenção, estresse, humor e fadiga, antes e após as sessões de 10 semanas.
Segundo a Dra. Stephanie, os resultados dos testes indicam que as mulheres tiveram melhorias significativas em sua saúde psicológica e em suas habilidades cognitivas.
"O Tai Chi realmente ajuda as pessoas a focar sua atenção, e este estudo também demonstra o quão bom o Tai Chi poderia ser para qualquer pessoa, quer tenham ou não sido submetidas a um tratamento para câncer", disse ela.
"Devido à pequena dimensão deste estudo, nós realmente precisamos testar um grupo maior de indivíduos para obter uma melhor compreensão dos benefícios específicos desta atividade para os pacientes que foram tratados com quimioterapia e quão significativas estas melhorias podem ser," concluiu.